Em relação ao mercado do milho, a B3 apresenta leve variação de baixa na semana e produtores decidem vender milho e segurar a soja, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A semana do milho foi marcada por variações de alta e de baixa, em curtas realizações de lucro de traders, mas sem expectativa de maiores aumentos a curto prazo”, comenta.
“O movimento lateral que permaneceu sob o mercado tem fundamentos, por um lado, em uma crescente disposição da oferta, que decidiu vender o milho e segurar a soja, diante das fortes altas desta última e, por outro, em variações negativas do dólar apresentadas durante a semana, que reduzem a competitividade da exportação, bem como estoques de compradores, que ao que tudo indicam, se antecipam nas compras neste início de mês. Ademais, há relatos de negócios fechados anteriormente, que agora estão sendo cumpridos”, completa.
Em Chicago o milho recuperou as perdas e fechou a semana em alta, por compras de oportunidade. “A cotação do milho para março22 fechou em alta de 0,81% ou 2,0 cents/bushel a $ 617,0. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em queda de 0,65% ou $ 4,0 cents/bushel a $ 613,25”, indica.
“Mercado fechou em alta por compras de oportunidade. Também recebeu apoio da alta do trigo e do Petróleo bruto, que fechou acima dos 92 US$/bb. Foco na chegada das chuvas na Argentina e na evolução das lavouras. Ontem, o BCBA informou nova deterioração nos lotes plantados. O relatório semanal do CoT mostrou que os fundos foram compradores líquidos de milho durante a semana que terminou em 1º de fevereiro”, conclui.