O milho teve uma nova queda na Bolsa de Mercadorias de São Paulo por pressão da oferta e pouca demanda, segundo o que informa a TF Agroeconômica. “Mesmo com a alta de 1,52% da cotação do milho em Chicago, base para a exportação brasileira, o mercado sentiu o baque da queda de 1,02% da cotação do dólar. O mercado também descontou o feriado americano da próxima segunda-feira", comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em queda no dia e na semana: o vencimento setembro/22 fechou a R$ 84,6371, queda R$ 0,08 no dia e de R$ 1,91 na semana (últimos 5 pregões); já novembro/22 fechou a R$ 88,68, queda de R$ 0,05 no dia e de R$ 1,28 na semana e janeiro/23 fechou a R$ 92,98, queda de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,89 na semana”, completa a consultoria agroeconômica, no encerramento da semana.
A cotação do milho para setembro, mês base, fechou em alta de 1,52% ou $ 10,0 cents/bushel a $ 668,25. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em alta de 0,98% ou $ 6,50 cents ou a $ 670,25.
“Investidores aproveitaram os preços mais baixos para recomprar contratos, após o mercado ter recuado 4,5% na sessão anterior. O enfraquecimento do dólar ante as principais moedas também deu algum suporte às cotações, já que torna commodities produzidas nos Estados Unidos mais atraentes para compradores estrangeiros. Os dados da CFTC mostraram que os Fundos estavam comprando milho durante a semana que terminou em 30/08. Eles adicionaram 30,4 mil contratos em cima de 8,8 mil vendas a menos para uma posição líquida comprada mais forte de 39.251 contratos de 221.467 contratos”, conclui.