Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho continua caindo para o primeiro mês e em elevação para os demais, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações do milho no mercado futuro de São Paulo continuaram em queda, nesta quarta-feira, diante dos fatos negativos do dia: problemas de logística no Brasil, queda do dólar e queda em Chicago. Com isto, as Tradings não puderam, novamente, melhorar os preços oferecidos aos vendedores, que já sonhavam em níveis acima de R$ 90/saca, pagamento curto, no interior”, comenta.
“Assim, as cotações futuras fecharam em queda no dia para março e alta para os demais meses e queda no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 88,47 queda de R$ 0,12 no dia e de R$ 1,20 na semana (últimos 5 pregões); março/23/22 fechou a R$ 92,20, alta de R$ 0,18 no dia e queda de R$ 0,71 na semana e maio/23 fechou a R$ 91,41, alta de R$ 0,56 no dia e queda de R$ 0,55 na semana”, completa a consultoria.
Em Chicago a cotação de dezembro fechou em nova forte queda de 0,86% ou $ 5,75/bushel, a $ 660,0. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 0,52% ou $ 3,50/ bushel a $ 666,0. “Aumento dos estoques de etanol no país (que implicaria menos uso de milho em grão), ameaça de disputa jurídica dos EUA contra o México, seu principal comprador, que pode diminuir a demanda e elevação da produção brasileira pelo USDA em 6 MT para 126 MT pressionaram as cotações nesta quarta-feira", indica.
“A EIA informou que 1,108 milhões de barris de etanol foram produzidos diariamente durante a semana encerrada em 25/11. Isso caiu 23 mil barris por dia em relação à semana anterior. Os estoques de etanol subiram 105 mil barris, para 22,934 milhões”, conclui.