O milho fechou em nova baixa 0,30% na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), com as quedas de Chicago e do dólar, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Num dia em que dois dos principais pilares da formação do preço de exportação recuaram - Chicago recuou 0,15% e o dólar recuou 1,83% - os preços do milho só poderiam ter recuado também, porque continua praticamente intacta a grande disponibilidade que a exportação não está conseguindo escoar nesta temporada, acentuando não só a queda do dia, como da semana, também”, comenta.
“As cotações futuras fecharam em leve queda no dia e no comparativo semanal: o vencimento janeiro/23 fechou a R$ 87,55, queda de R$ 0,26 no dia e de R$ 2,28 na semana (últimos 5 pregões); março/23 fechou a R$ 91,75, queda de R$ 0,97 no dia e de R$ 2,32 na semana e maio/23 fechou a R$ 90,55, queda de R$ 0,61 no dia e de R$ 2,50 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de março fechou em queda de 0,15% ou $ 1,0/bushel a $ 652,75. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em queda de 0,38% ou $ 2,50/ bushel a $ 646,75. “Os futuros do milho foram influenciados pela queda de 12,4% na demanda de milho para etanol, nos EUA e de aumento das exportações brasileiras. A queda foi limitada pela queda do dólar no mercado internacional e pela alta do petróleo”, indica.
“Dados do censo confirmaram que 2.427 MMT de milho foram exportados durante o mês de novembro. Isso representou um aumento de 17% em relação a outubro, mas novamente quase metade do mesmo mês do ano passado. As remessas deste ano comercial para o primeiro trimestre atingiram 7,13 MT - 13,5% da previsão do USDA para o ano inteiro. O censo também teve 728k MT de exportações de DDGS e 81.441m galões de etanol durante novembro”, conclui.