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19/04/2023 | 05:18

Exportação de algodão do Brasil caminha para queda em 22/23

Perdas inesperadas

Reuters

Exportação de algodão do Brasil caminha para queda em 22/23

Queda não esperada pelo mercado

Foto: Anea

As exportações de algodão do Brasil caminham para encerrar o ano comercial de 2022/23, em junho, com queda em torno de 10% ante o ciclo anterior, com recuos inesperados nas compras de alguns dos principais países importadores frustrando a expectativa de produtores de superar os Estados Unidos e alcançar a liderança mundial de vendas externas em 2023.

Em entrevista à Reuters, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, disse que uma combinação de fatores derrubou as exportações brasileiras em mais de 50% no primeiro trimestre, mas acredita que se trata de uma situação passageira.

"Uma redução dessa magnitude não estava nos planos", disse Faus. "Não era esperado."

No acumulado de janeiro a março, o Brasil exportou 243 mil toneladas de algodão, recuo de 56% ante igual período do ano passado. Somente em março, as vendas externas chegaram a baixar 59,2%, para 76 mil toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura divulgados na segunda-feira.

Com isso, o presidente da Anea projeta exportações de 1,55 milhão de toneladas para o ano comercial de 2022/23 (de julho a junho), número que "não vai ser muito fácil de conseguir".

Se confirmado, o resultado ainda ficará abaixo do total de 1,725 milhão de toneladas do ciclo anterior, de acordo com a associação.

Segundo Faus, a conjuntura que levou a este desempenho passa pelos impactos de uma crise financeira em países como Paquistão e Bangladesh, cujos importadores estão com dificuldades para conseguir cartas de crédito necessárias para manter as negociações com as tradings.

"Quem suspende embarque é a trading, porque se o comprador não tiver com a carta de crédito, você simplesmente não embarca... Alguns contratos foram cancelados também, aconteceu um pouco de tudo", explicou.

Houve ainda um terremoto na Turquia em fevereiro que contribuiu para que os embarques ao país diminuíssem e, além disso, um movimento de diminuição nas compras de um importante importador, a China.

"Os chineses estão reduzindo embarques, comprando de outras origens... Aumentaram um pouco as compras do algodão americano e reduziram as nossas", disse ele.

"Também surpreendeu para nós que a China reduzisse as compras do algodão brasileiro", admitiu o executivo, que atualmente está no país asiático em missão para promover a pluma do Brasil.

A missão que passa pela China e Coreia do Sul já estava marcada, independente do desempenho das exportações, mas também servirá para que os exportadores entendam qual é a atual situação do mercado chinês, disse ele, que é destino de 33% do algodão brasileiro.

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