Para os Estados Unidos, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) a previsão climática para a próxima semana é de alta probabilidade de temperaturas mais elevadas, principalmente nas regiões produtoras do país, enquanto que a previsão de precipitação está mais concentrada ao norte do país, abrangendo algumas regiões produtoras.
Segundo análise da Grão Direto, as exportações brasileiras influenciarão o mercado da soja. O Brasil, até o momento, vem se mostrando bastante favorável à exportação de soja. Conforme dados do Secex, o Brasil deve fechar o mês de julho com exportações acima de 10 milhões de toneladas, podendo apresentar o maior acumulado mensal dos últimos 5 anos.
O analista, Ruan Sene, salienta que já as exportações norte-americanas deverão continuar em ritmo lento até a chegada da colheita, conforme última atualização de exportações pelo USDA, que trouxe uma queda de 43% em relação à média de 4 semanas do ano passado.
A China continuará comprando do Brasil. O país asiático vem aproveitando a grande safra de soja brasileira e os preços atraentes para suprir sua demanda, principalmente a curto prazo (agosto e setembro). A colheita da safra norte-americana poderá migrar o interesse da China, caso tenha preços mais competitivos.
Decisão de juros nos EUA. No próximo dia 26, acontecerá a reunião do Banco Central dos Estados Unidos, na qual irá decidir o rumo das taxas de juros no país. As expectativas são de aumentos cautelosos de 0,25%, em virtude da inflação ainda se apresentar agressiva e economia se mostrando em desaquecimento, após geração de empregos vir abaixo das expectativas.
Nesta semana o dólar poderá manter sua tendência de queda. Com o possível aumento das taxas de juros norte americanos, fortalecerá os temores de recessão, deixando o Brasil mais atrativo para investimentos estrangeiros. Sene, afirma que perante os fatos apresentados, a soja em Chicago poderá apresentar uma semana positiva, resultando em valorização dos preços no mercado interno brasileiro.