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Notícias / Agronegócios

28/09/2023 | 10:13

Agrogalaxy alonga dívida de R$ 839 milhões por até três anos

A gigante do varejo de insumos também vai frear novos investimentos e planos de expansão, apostando na retomada do segmento em 2024

Redação Repórter Agro com Globo Rural

A Agrogalaxy, uma das líderes do varejo de insumos agrícolas, vai alongar uma dívida de R$ 839 milhões por até três anos. O montante será renegociado com os Banco do Brasil, Santander e Citibank, conforme fato relevante enviado hoje, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“Conseguimos fazer o alongamento da dívida, o que vai trazer solidez ao nosso balanço para dar tranquilidade aos nossos parceiros e fornecedores. O alongamento de até três anos ajudará a recompor o fluxo de caixa", afirmou ao Valor, Eron Martins, CFO da companhia.

A taxa de juros e o valor liberado por cada banco não foram revelados, mas o executivo disse que a renegociação é um bom sinal do sistema bancário no país, já que a companhia não teve restrição ao rever a dívida.

No segundo trimestre deste ano, a empresa registrou um prejuízo ajustado de R$ 257,1 milhões, mais do que o dobro das perdas de R$ 107,6 milhões do mesmo período de 2022. A receita líquida também encolheu, 6,9%.

À reportagem, Martins se mostrou otimista com o anúncio do alongamento da dívida e, embora tenha revelado que ainda faltam as assinaturas de documentos internos, o refinanciamento está estruturado e deve assegurar a estabilidade dos negócios da companhia no próximo triênio. Ele avalia que as vendas voltaram a ganhar tração no próximo ano.

Por isso, disse, a renegociação da dívida não significará expansão de investimentos por enquanto. A companhia vai manter o freio na operação, reduzindo ou readequando a estrutura da empresa de acordo com a movimentação de mercado. “Vamos diminuir a velocidade de abertura das novas lojas, olhando na lupa a parte de custos da empresa e, em paralelo, levar segurança e estabilidade a nossa cadeia”, afirmou.

A previsão do executivo é de que 2024 deve ser um ano de normalização. Por isso, ele reafirmou que os próximos meses seguem com a tônica de ajuste, seja no controle de custo por parte da companhia, seja na gestão de investimentos por parte dos produtores.

Com isso, as vendas seguem em ritmo lento, porém Martins enxerga uma retomada do 'apetite' no agronegócio. Segundo ele, o veranico recente ajuda na logística da cadeia de insumos, porque sem as chuvas as entregas dos produtos estão sendo feitas no campo dentro do prazo programado entre venda e disponibilização do produto.

“O clima deu uma atrasada nos pedidos, o que faz o produtor ser mais precavido no início do plantio. No nosso monitoramento, a margem do produtor volta estar saudável e vemos um apetite de travar produção em grãos, o que sinaliza um 2024 bastante normalizado”, disse.

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