Os futuros da soja dos Estados Unidos subiram durante a noite devido às preocupações com a colheita na Argentina, assolada pela seca. O clima extremamente seco durante a maior parte da estação de cultivo restringiu a produção no país sul-americano.
Espera-se que a Argentina produza 25 milhões de toneladas métricas de soja na campanha de comercialização de 2022-2023, abaixo dos 43,9 milhões de toneladas do ano anterior, informou o Departamento de Agricultura dos EUA em um relatório no início deste mês. As chuvas recentes provavelmente ajudaram a colheita, mas não serão capazes de compensar os meses de seca.
Juan Luciano, presidente-executivo da Archer-Daniels-Midland, ou ADM, disse esta semana, depois que a empresa divulgou lucros, que a Argentina ficará sem soja para esmagar até o final de novembro.
Os preços também poderão subir durante a noite devido aos sinais contínuos de procura de suprimentos nos EUA. A China comprou 110.000 toneladas métricas de soja para entrega na campanha de comercialização de 2023-2024, informou ontem o USDA. Na quarta-feira, a agência informou uma venda separada de 126 mil toneladas métricas de grãos dos EUA para a China.
A demanda também está apoiando os preços do milho, já que o USDA informou no início desta semana que o México comprou 117.200 toneladas de fornecedores norte-americanos. Desde o início da campanha de comercialização, em 1º de setembro, o USDA inspecionou 7,89 milhões de toneladas métricas de soja para exportação, acima dos 7,64 milhões durante o mesmo período do ano anterior. As inspeções de milho desde o início de setembro estão agora em 4,4 milhões de toneladas métricas, acima dos 3,77 milhões durante o mesmo período do ano passado, disse a agência.