Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou a sexta-feira em alta, mas a semana em baixa, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os contratos de milho na BMF fecharam em alta nesta sexta-feira, mas em baixa no acumulado da semana”, comenta.
“O mercado aproveitou para recompor posições, embalados com a recuperação do dólar e a leve alta em Chicago, visto que o milho cotado na B3 passou parte do dia em queda. A troca de demanda do grão brasileiro pelo americano e ucraniano pela China, aumenta a disponibilidade interna do cereal. O que alivia a pressão do comprador. As exportações, estão acontecendo e acima da média do ano anterior, mas as dificuldades logísticas estão atrasando os embarques e reduzindo os prêmios nos portos”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta. “O vencimento de novembro/23 foi de R$ 60,23, alta de R$ 0,83 no dia, alta de R$ 0,20 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 63,08 alta de R$ 0,63 no dia, baixa de R$ -0,97 na semana; o vencimento março/24 fechou a R$ 66,88, alta de R$ 0,46 no dia e baixa de R$ -1,21 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou em alta com melhora na demanda chinesa pelo grão norte-americano. “A cotação para dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,31 % ou $ 1,50 cents/bushel a $ 480,75. A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,41 % ou $ 2,00 cents/bushel a $ 495,25”, informa.
“O milho negociado em Chicago fechou o dia em alta, mas a semana em baixa. A leve recuperação do cereal após 5 quedas consecutivas é quase um respiro em meio a turbulência. Uma retomada na demanda do grão norte-americano pelos chineses encerrou a sequências de quedas. O milho vinha perdendo força com a melhora do clima na Argentina e a previsão de chuvas no centro-oeste do Brasil”, conclui.