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16/01/2024 | 11:23

Produtividade da soja cai 7% em Mato Grosso

Imea ainda vê chances de plantio de milho dentro da “janela” ideal no Estado

Redação Repórter Agro com Globo Rural

Produtividade da soja cai 7% em Mato Grosso

Imea estima uma produtividade média da soja de 53,59 sacas por hectare no MT

Foto: Wenderson Araujo/CNA

A partir do avanço da colheita da soja em Mato Grosso, que chegou a 6,46% da área, ficam evidentes os problemas causados pelo clima irregular durante a fase de plantio. Nesse sentido, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) reduziu em 7,41%, na comparação com dezembro, sua estimativa de produtividade das lavouras, que deve ser de 53,59 sacas por hectare.

Com o ajuste na produtividade, a produção aguardada para o Estado ficou estimada em 39 milhões de toneladas, abaixo das 42,1 milhões projetadas em dezembro, e redução de 13,93% em relação à safra passada.

“Esse cenário foi pautado pelo clima quente e os longos períodos sem chuvas em vários municípios de Mato Grosso (influenciado pelo intenso fenômeno El Niño), o que impactou no desenvolvimento das lavouras, principalmente nas áreas com o ciclo precoce”, disse o Imea, em relatório.

Entre as regiões do Estado, os menores rendimentos foram observados no oeste, nordeste e no centro-sul, estimados em 52,63 sacas por hectare, 52,86 sacas e 52,90 sacas, respectivamente.

Por fim, a estimativa de área da oleaginosa em Mato Grosso foi mantida em 12,17 milhões de hectares (12,13 milhões em dezembro), alta de 0,37% em relação à safra passada.

Milho
Em que pesem todos os problemas com a instalação da safra de soja em Mato Grosso, o plantio de milho safrinha pode acontecer dentro da janela considerada ideal no Estado, de janeiro até meados de fevereiro, diz o Imea.

Diante disso, o instituto manteve inalterada em relação a dezembro a projeção de área cultivada com o cereal na safra 2023/24 no Estado, que deve ser de 7,02 milhões de hectares.

“Apesar disso, a área para a temporada 2023/24 está 6,27% menor que na safra 2022/23, pautado pela desmotivação dos produtores, principalmente, pela desvalorização no preço comercializado”, justificou o Imea, em comunicado.

Diante das projeções de área atuais, o Imea estima uma produtividade média de 103,84 sacas por hectare. Já a produção para o ciclo ficou prevista em 43,75 milhões de toneladas, sem ajustes em relação ao mês passado. Já em 2022/23, o rendimento das lavouras chegou a 116,80 sacas por hectare, com uma produção de 52,5 milhões de toneladas.

“Vale destacar que projeção de área e rendimento ainda se mantém em aberto, uma vez que existem fatores que podem influenciar nos números finais da safra, como por exemplo: clima, avanço da colheita da soja e preço do milho no Estado”, destacou o Imea.

Semeadura
De acordo com dados do Imea, até a última sexta (12), o plantio de milho segunda safra em Mato Grosso atingiu 1,24% da área esperada para a temporada 2023/24, índice acima dos 0,42% cultivados um ano antes, mas inferior à média dos últimos cinco anos, de 2,10%.

O instituto lembra que nas próximas semanas, o plantio será pode ser direcionado pelo andamento da colheita da soja no Estado, já que a intensificação das chuvas – comum para esta época do ano – podem prejudicar a colheita da oleaginosa.

Algodão
O Imea manteve inalterada a estimativa para o plantio de algodão no Estado em 2023/24. Assim, para janeiro, o instituto projetou 1,35 milhão de hectares, avanço de 12,60% em relação à temporada anterior.

Segundo o Imea, o produtor está mais otimista com a pluma nesta safra, devido à diminuição no custo de produção. Também alimenta as expectativas o avanço do plantio, que chegou a 36,66% da área, 22 pontos percentuais acima do ritmo registrado ano passado.

“Esse cenário de adiantamento dos trabalhos a campo, aliado aos bons volumes de chuvas possibilita um maior percentual de talhões semeados dentro das condições consideradas ideais, o que estimula os cotonicultores a investirem nas áreas do algodão”, destacou o Imea.

Em relação à produtividade do algodão em caroço, o Imea projetou um rendimento médio de 284,35 arrobas por hectare, 8,61% menor que o observado na safra 2022/23.

“Vale salientar que ainda há fatores que podem influenciar na produtividade final do Estado, como por exemplo as condições climáticas no decorrer da temporada”.

Por fim, com a manutenção da área e produtividade em janeiro, a produção do algodão em caroço permaneceu projetada em 5,78 milhões de toneladas, acima das 5,6 milhões da safra 2022/23.

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