Na Bolsa de Chicago, a soja fechou o dia em alta, apoiado na alta do óleo de soja, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para maio24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 1,40%, ou $ 16,75 cents/bushel a $ 1209,25”, comenta.
“A cotação de julho24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 1,35 % ou $ 16,25 cents/bushel a $ 1221,75. O contrato de farelo de soja para maio fechou em alta de 1,83 % ou $ 2,6 ton curta a $ 339,1 e o contrato de óleo de soja para maio fechou em alta de 4,05 % ou $ 1,38/libra-peso a $ 49,57”, completa.
Os ganhos foram sustentados em parte pelo desempenho do óleo de soja, que subiu 4,05%. “O derivado, por sua vez, vem sendo influenciado pelo avanço recente dos futuros de óleo de palma na Ásia, disse Joel Karlin, da Ocean State Research. Dados de inspeção de embarques dos EUA também deram suporte às cotações”, indica.
“De acordo com o USDA, 768.711 toneladas de soja foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana até 21 de março, alta de 9,78% ante a semana anterior. O Adido Agrícola do USDA em Brasília reduziu em 3,9% sua estimativa da safra brasileira de soja, o que também foi favorável à cotação da oleaginosa, que recuperou parte das perdas de sexta-feira”, informa.
Além disso, o Adido Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília reduziu em 3,9% sua estimativa da safra brasileira de 2023/24, de 158,5 milhões de toneladas para 152,6 milhões. “A área plantada foi, para o USDA, de 45,2 milhões de hectares e o rendimento, de 3.376kg/ha. As exportações do país deverão diminuir 5% para 95 MT e o esmagamento deverá ser de 54,5 MT, queda de 3%. A produção de farelo deverá ser de 42,3 MT e a de óleo de soja, de 10,5MT”, conclui.