Terça-feira, 10 de Março de 2026 (66) 98428-3004
informe o texto a ser procurado

Notícias / Mato Grosso

07/05/2024 | 11:29

Mato Grosso é responsável por 55,19% da soja convencional na safra 2023/24

Canal Rural

Mato Grosso é responsável por 55,19% da soja convencional na safra 2023/24

Imagem Ilustrativa

Foto: Banco de Imagens

Mato Grosso é responsável por 55,19% da produção brasileira de soja não-transgênica na temporada 2023/24. A atual participação representa um aumento de 5,34 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. A perspectiva de produção no estado é de um milhão de toneladas do grão convencional

Levantamento do Instituto Soja Livre (ISL) mostra que nesta safra o estado plantou 378,8 mil hectares com soja convencional. A extensão é inferior à do ciclo 2022/23, quando haviam sido 491,6 mil hectares.

Eduardo Vaz, coordenador executivo do ISL, acredita que Mato Grosso representar a maior fatia da produção nacional e área de soja convencional decorre do fato do estado ser o maior produtor da soja transgênica, visto a mesma acabar sendo favorecida por fatores logísticos, de originação e de maior rentabilidade ao produtor.

O consultor Fernando Nauffal salienta, também, que outros fatores influenciaram no crescimento do marketshare mato-grossense.

“Com a recente autorização de exportação de carnes de frigoríficos paranaenses para a China, a demanda por insumos para ração animal teve aumento no estado sulista que é um grande produtor de frango e suínos”.

Volatilidade do prêmio impacta na área
De acordo com o Instituto, a área consolidada de soja não-transgênica no país apresenta uma queda de 30,5% em relação à safra 2022/23. Os dados levantados mostram ainda que somente Minas Gerais não registra recuo, e apresenta uma ampliação de 18,74% na área produtiva, principalmente, devido à localização de empresas de originação de soja convencional no estado.

Outros estados de destaque na participação do mercado nacional na safra 2023/24 são Paraná, com 19,44%, e Goiás, com 7,04%. Ambos apresentam queda no comparativo com o ciclo anterior, de 26,80% e 8,65%, respectivamente.

Em termos de produção são aguardadas 1,8 milhão de toneladas de soja não-transgênica no país.

Segundo o ISL, a tendência de queda na área total de soja convencional identificada pode ser explicada pela volatidade no valor do prêmio pago pelos compradores europeus sobre o preço da soja convencional. Esse prêmio é mensurado em dólares por bushel (US$/bushel) e é adicionado ao valor da commodity de acordo com a demanda em determinada região. Nos últimos dois anos, essa remuneração adicional tem decrescido.

O coordenador executivo do ISL, Eduardo Vaz, pontua que o aumento na oferta de produtos de soja convencional tem influenciado na redução de preços. Um exemplo é o aumento na disponibilidade de farelo de soja convencional produzido por países como Rússia e Índia, prejudicando o produto brasileiro – mais distante dos mercados compradores.

A produção na Argentina também tem impactado diretamente nos prêmios. “O país recuperou sua produção e chegou ao dobro do que foi visto em 2023, podendo se tornar o maior fornecedor de farelo de soja do mundo em 2024”, analisa o consultor Fernando Nauffal.

No entanto, mesmo com o aumento na produção argentina, a Europa permanece dependendo dos volumes brasileiros para atender à demanda, com o país responsável por 27% do farelo de soja convencional importado pelos europeus.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Desenvolvido por Investing.com
Resumo Técnico fornecido por Investing.com Brasil.
 
Sitevip Internet
Fale conosco via WhatsApp