A última semana de junho foi marcada por geadas e temperaturas intensamente baixas em diversas regiões produtoras, impactando diretamente a pecuária de corte. A perda da capacidade de sustentação das pastagens tem levado muitos pecuaristas a anteciparem a oferta de animais para abate, com o objetivo de evitar perdas maiores com a alimentação dos rebanhos. Esse aumento na oferta, por sua vez, tem pressionado negativamente os preços do boi gordo e das fêmeas.
De acordo com levantamento da Scot Consultoria, na comparação semanal, a cotação do boi gordo recuou 1,9%, o equivalente a R$ 6,00 por arroba, sendo negociado a R$ 304,50/@ no mercado a prazo, já descontados os impostos (Senar e Funrural).
As fêmeas também registraram quedas expressivas:
- Vaca gorda: queda de 3,3% ou R$ 9,50/@, negociada a R$ 276,00/@.
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- Novilha gorda: recuo de 1,6% ou R$ 5,00/@, com cotação a R$ 295,50/@.
Em São Paulo, o diferencial de base do boi gordo está em -0,3%, ou R$ 1,00/@, com a arroba sendo comercializada a R$ 305,50, também a prazo e livre de tributos.
Perspectiva é de estabilidade ou novas quedas
Com a oferta de animais ainda elevada e sem sinais de recuperação significativa nas pastagens a curto prazo, o mercado sinaliza para estabilidade ou continuidade das quedas nas cotações. A expectativa é de que os preços sigam pressionados enquanto as condições climáticas não favorecem a recuperação do pasto e os pecuaristas continuarem liberando lotes para abate de forma antecipada.