O mercado do boi gordo começou a semana de forma tímida, marcada pela cautela de parte das indústrias frigoríficas, que optaram por se manter fora das compras nesta segunda-feira (14). A postura, comum para o início da semana, foi intensificada pelas incertezas geradas após o anúncio de um novo pacote tarifário por parte dos Estados Unidos, o que trouxe especulações e insegurança ao setor.
Segundo agentes do mercado, os frigoríficos que continuaram ativos reduziram suas ofertas de compra, enquanto aqueles fora do mercado passaram a especular valores abaixo dos registrados na semana anterior. Como consequência, a cotação do boi gordo recuou R$ 3,00 por arroba, e a do “boi China” — animal padrão exigido pelo mercado exportador — caiu R$ 4,00 por arroba. Já as cotações da vaca e da novilha permaneceram estáveis.
As escalas de abate seguem com média de 10 dias, indicando que as indústrias ainda contam com certa margem de planejamento, apesar da instabilidade no cenário de preços.
Oeste do Maranhão registra estabilidade após quedas
Na região Oeste do Maranhão, o mercado abriu a semana com estabilidade nas cotações de todas as categorias, após registrar três dias seguidos de baixa na semana anterior. O comportamento sugere um possível ajuste momentâneo, diante de uma pausa nas movimentações mais bruscas.
Atacado com osso e carnes alternativas também recuam
No mercado atacadista com osso, apesar da leve melhora nas vendas motivada pelo pagamento de salários, os estoques ainda elevados impediram qualquer reação significativa nos preços. A carcaça casada do boi capão teve queda de 1,9% (R$ 0,40/kg), enquanto a do boi inteiro recuou 1,0% (R$ 0,20/kg). A carcaça da vaca caiu 1,3% (R$ 0,25/kg), e a da novilha teve queda de 1,0% (R$ 0,20/kg).
No segmento de carnes alternativas, o frango médio apresentou leve retração de 0,1% (R$ 0,01/kg). Já o mercado de suínos registrou queda mais expressiva: a carcaça de suíno especial recuou 3,9% (R$ 0,50/kg).
Perspectivas
O mercado segue atento aos desdobramentos do cenário internacional e à reação dos exportadores diante das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A expectativa é de que a movimentação nos próximos dias indique se o recuo nos preços será temporário ou o início de uma tendência mais prolongada de pressão sobre as cotações.