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23/04/2026 | 09:41

Milho dispara na bolsa, mas trava no campo

Redação Repórter Agro

Milho dispara na bolsa, mas trava no campo

Foto: Reprodução

O mercado de milho voltou a apresentar comportamento divergente entre os contratos futuros e o mercado físico no Brasil. Enquanto as cotações avançaram com força na B3, as negociações no campo seguem lentas e com preços pressionados.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a alta na bolsa foi impulsionada por preocupações com o clima nas principais regiões produtoras e por um movimento de proteção dos compradores, diante do avanço da indústria de etanol e das incertezas no cenário internacional.

Na B3, os contratos passaram a refletir o risco de clima mais quente e seco sobre a safrinha. O vencimento maio/26 fechou a R$ 68,95, com alta de R$ 1,40 no dia e de R$ 2,72 na semana. Julho/26 encerrou a R$ 69,69, avançando R$ 1,81 no dia e R$ 2,52 no acumulado semanal. Já setembro/26 chegou a R$ 71,47, com ganho de R$ 1,60 no dia e de R$ 3,27 na semana.

Apesar desse movimento positivo na bolsa, o mercado físico ainda não reagiu na mesma intensidade. A média do indicador Cepea segue sem recuperar as perdas recentes, refletindo um cenário de oferta confortável e demanda mais cautelosa.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece baixa, com negociações pontuais e preços entre R$ 56 e R$ 62 por saca. Em Santa Catarina, o descompasso entre vendedores e compradores mantém o mercado travado, com pedidas próximas de R$ 75 e ofertas ao redor de R$ 65.

No Paraná, a pressão continua, com indicações próximas de R$ 65 e demanda girando em torno de R$ 60 CIF, além de ajustes negativos ao produtor em diversas regiões. Já em Mato Grosso do Sul, os preços reagiram levemente, variando entre R$ 57 e R$ 59 por saca, embora o ritmo de negócios siga lento.

De forma geral, o mercado segue influenciado pelo dólar abaixo de R$ 5,00, pela atuação seletiva da demanda e pela expectativa de melhora no consumo ao longo do segundo semestre, mantendo o cenário de cautela entre os agentes.
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