O mercado de milho segue pressionado no Brasil e pode registrar novas quedas nas próximas semanas, em um cenário marcado por excesso de oferta interna e fundamentos mistos no cenário internacional.
De acordo com análise da TF Agroeconômica, enquanto o mercado externo apresenta sustentação, o ambiente doméstico opera em tendência de baixa, influenciado principalmente pela entrada da segunda safra.
No exterior, os preços encontram suporte nas exportações dos Estados Unidos, que avançam mais de 28% no acumulado do ano, refletindo uma demanda global consistente. Esse fator tem ajudado a manter as cotações relativamente firmes na Bolsa de Chicago, mesmo com oscilações pontuais.
Outro ponto monitorado é o clima norte-americano. A área sob seca teve leve aumento, o que pode ganhar relevância caso afete o desenvolvimento das lavouras. Por enquanto, porém, as chuvas têm favorecido o plantio, limitando movimentos mais expressivos de alta.
Na contramão, a produção da Argentina exerce pressão sobre o mercado global. A safra deve crescer mais de 30%, elevando a oferta internacional e reforçando o cenário de maior disponibilidade do cereal.
No Brasil, o principal fator de baixa é o avanço da safrinha. A entrada de grandes volumes no mercado tem pressionado os preços no físico, mantendo o ritmo lento de negociações e ampliando a tendência de desvalorização no curto prazo.
Diante desse contexto, o mercado segue em compasso de espera. Produtores tendem a aproveitar momentos de alta pontual para negociar, enquanto compradores atuam de forma gradual, aproveitando o ambiente mais favorável para aquisição.
A combinação entre safra robusta, oferta elevada e cautela dos agentes deve continuar ditando o ritmo do mercado nas próximas semanas.