O mercado físico do boi gordo registrou estabilidade na maior parte das praças pecuárias do país nesta terça-feira (3), primeiro dia de negociações após o feriado, mas foi marcado por altas pontuais impulsionadas pela escassez de animais prontos para o abate. No mercado paulista, a liquidez permaneceu reduzida com a postura de cautela adotada tanto por frigoríficos quanto por produtores, que aguardam definições mais claras para os preços.
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora tenham ocorrido negociações pontuais alcançando a marca de R$ 400 por arroba em São Paulo — patamar aguardado por parte dos pecuaristas —, a maior parte das transações se concentrou na faixa entre R$ 385 e R$ 395/@. A forte resistência dos produtores em comercializar animais a valores menores tem sido o principal fator de contenção da oferta disponível para a indústria.
Altas pontuais em Goiás e Mato Grosso
Goiás (Goiânia): A arroba do boi gordo registrou valorização de R$ 5, com negócios fechados entre R$ 360 e R$ 370. A oferta restrita andou lado a lado com escalas de abate curtas, variando de dois a seis dias nas indústrias.
Mato Grosso (Rondonópolis): O mercado também contabilizou alta de R$ 5 por arroba para o boi gordo e para as fêmeas de abate. A dificuldade das plantas frigoríficas em completar as programações de escala — que fecharam próximas de seis dias — sustentou a média dos negócios em R$ 360/@.