O dólar opera em leve alta nesta quinta-feira (15/07), após perdas na véspera em meio a sinais de alívio no ambiente doméstico e redução de temores sobre um aperto monetário nos Estados Unidos.
Às 12h07 (horário de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,23%, vendida a R$ 5,0977. Já o Ibovespa busca a 4ª alta seguida.
Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 1,81%, a R$ 5,0861. Na parcial do mês, tem avanço de 2,28% contra o real. No ano, o recuo é de 1,95%.
Neste pregão, o Banco Central fará leilão de swap tradicional (equivalente à venda futura de dólares) para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em janeiro e maio de 2022.
Cenário
No exterior, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, dentro do esperado, à medida que o mercado de trabalho ganha força.
Na véspera, a divisa norte-americana apresentou perdas generalizadas frente a outras moedas depois que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, acalmou temores sobre uma possível redução de estímulos mais cedo do que o esperado, prometendo "apoio poderoso" para a recuperação econômica dos EUA.
Analistas têm destacado que juros mais altos no Brasil do que nos EUA elevam a atratividade do mercado de renda fixa local, o que tende a aumentar os ingressos de capital estrangeiro, contribuindo para uma tendência de valorização do real e menor pressão cambial.
Em sua última reunião de política monetária, o Banco Central brasileiro promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, a 4,25%, e indicou que vai anunciar aumento da mesma magnitude, pelo menos, em sua próxima reunião.
Os preços do petróleo caíam mais de 1% nesta quinta-feira, com os investidores se preparando para um aumento da oferta após um compromisso firmado entre os principais produtores da Opep e com o aumento dos estoques nos EUA.
Em Brasília, a CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (15) o depoimento de Cristiano Carvalho, representante no Brasil da empresa Davati Medical Supply.
O presidente Jair Bolsonaro segue hospitalizado em São Paulo nesta quinta-feira.
Em nota, analistas da XP Investimentos citaram uma boa recepção do relatório da Reforma do Imposto de Renda, que prevê redução na tributação das empresas: "a versão do relator corrigiu boa parte dos problemas da versão anterior e animou os mercados."
A XP avalia, no entanto, que a proposta traz, risco de renúncia de receita. "Uma calibragem excessivamente expansionista da reforma tributária e do novo programa Bolsa-Família pode trazer de volta o risco fiscal, o que seria consistente com uma Selic mais elevada do que a projetada", destacou