No estado do Rio Grande do Sul, o dia estável mostrou que os preços da soja não evoluíram nos últimos 4 meses, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “O que chama atenção é que os preços atuais estão levemente abaixo dos mesmos preços de junho, mostrando que, neste ano, não valeu a pena ter guardado para vender depois, não apenas porque o preço não subiu, mas, principalmente, porque foram perdidas oportunidades de aplicação financeira e aumentaram os custos de carregamento das posições”, comenta.
Em Santa Catarina o mercado volta a perder força, sem nada de negócios. “Nesta quarta-feira o mercado prossegue em um ritmo bem fraco, com o dólar perdendo força e Chicago sem muita variação. Os melhores preços de ontem para dezembro foram de R$ 173,50, os de hoje chegaram a R$ 171,00 nos melhores momentos. Uma perda considerável de valor, suficiente para que não haja qualquer interesse por parte do produtor de fazer novas vendas com os estoques já reduzidos”, completa.
As vendas estão paradas e os preços estáveis no Paraná. “Chega quarta-feira e nenhuma diferença real pode ser sentida no mercado de soja paranaense, após novas quedas no dólar, nada em volumes saiu, mas a segurada nas vendas demonstra que alguns voltam acreditar em mais valorizações futuras e se permitem não abrir mão de volumes a valores inferiores do que gostariam”, indica.
No Mato Grosso do Sul, os preços estão estáveis, mas, novamente, existem vendas ocorrendo. “Após as ótimas vendas do dia anterior, a oferta tendia a diminuir, no entanto, com as atuais discussões no país o produtor se vê um tanto quanto inseguro e continua empurrando o mercado de forma que possa usufruir dos benefícios futuros de se ter um dinheiro já taxado na situação atual no bolso”, conclui.