A bolsa de mercadorias brasileira (B3) fechou os vencimentos de milho em campo positivo, nesta sexta-feira, de acordo com a TF Agroeconômica. Os preços foram impulsionados por menores preocupações em relação à nova variante do coronavírus – Ômicron – e sustentados pela alta do dólar, que fechou o dia a + 0,35%, valendo R$ 5,6798.
“No mercado físico, viram-se maiores movimentações para o milho futuro, principalmente entre vencimentos janeiro e março, o que impulsionou o contrato março a uma alta de 1,54%. Expectativas do mercado também avaliam que vendas brasileiras à China devem aumentar, à medida que a safra 2022 entregue maiores volumes de milho, avaliadas pela Conab em até 117 milhões de toneladas, o que deve elevar exportações em até 37 milhões de tons”, comenta.
Ao encerramento do mercado, os seguintes preços se apresentaram: o vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 92,96 (+1,35%); o março/22 fechou a R$ 93,11 (+1,54%); o maio/22 apresentou por saca R$ 88,50 (+1,61%); e o julho/22 tinha valor de R$ 84,45 (+1,32%).
Em Chicago o milho fecha em nova alta, puxado pelo petróleo e possível demanda de etanol. “A cotação do milho para janeiro22 fechou em nova alta de 1,65% ou 9,50 cents/bushel a $ 586,50. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em alta de 1,30% ou $7,50cents/bushel a $ 586,50”, completa.
“Recuperação em petróleo bruto. Mas, a incerteza permanece sobre as possíveis medidas que os governos irão tomar em face de uma nova tensão e seu impacto sobre o transporte, o turismo e a atividade. Será fundamental para continuarmos com dinamismo na demanda para a produção de etanol”, conclui.